(© Patrícia Evans)
Convém que eu fique absolutamente só - ele disse,
como é solitário
o cair do sol sobre o mar de Copacabana,
provocando com ondas, a areia branca,
que é lambida, que é beijada, penetrada,
enquanto a folha da palmeira abana,
exaurida por dar tanta sombra,
o resto de calor e sal que ainda há em mim.
Convém que eu fique imaculada até o fim - ele disse,
como esta areia é imaculada,
esta areia,
que não lambe, que não beija, que penetra nada.
Convém que eu pertença a ninguém - ele disse,
como a ninguém pertence a sombra
desta palmeira, tonta
com o passar do vento.
Convém que eu fique absolutamente só - ele disse,
como é solitário
o cair do sol sobre o mar de Copacabana,
provocando com ondas, a areia branca,
que é lambida, que é beijada, penetrada,
enquanto a folha da palmeira abana,
exaurida por dar tanta sombra,
o resto de calor e sal que ainda há em mim.
Convém que eu fique imaculada até o fim - ele disse,
como esta areia é imaculada,
esta areia,
que não lambe, que não beija, que penetra nada.
Convém que eu pertença a ninguém - ele disse,
como a ninguém pertence a sombra
desta palmeira, tonta
com o passar do vento.
E, com o passar do tempo - ele disse,
o sol sobre o mar de Copacabana
há de ser a estrela guia,
quando minha luz definhar.
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