A águia pousa cansada
no cume do agora morro, quase monte;
uma montanha no tempo em que o fez antes.
Começa a bater na rocha o bico, hoje mole;
inquebrantável quando o fez antes.
Brava e dolorosamente ela o arranca como fez antes;
com o novo bico arrancará as unhas,
com as novas unhas, as velhas penas.
Vale o esforço e a vontade,
a dor, pensa, será mais simples,
já o fez antes.
Pobre ave.
Existem segundas chances
mas não há terceiro bico.
Um comentário:
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