
LOGRO
(© Patrícia Evans)
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Ora, ora,
Quebra o vidro o punho cerrado
pela dança que te há negado
ela! tez de nuanças douradas
(a lua 'inda se diz roubada)
Sangram em jorro teus dedos-pregos
rasgados em fio de punhal cego
por teu indigente cérebro afiado
Teus pulsos terão cicatrizes
e nada terá adiantado
teu arroubo _ desatino
Ela passará incólume ao teu destino
tu sofrerás inócuo às suas matizes
enquanto o vidro jaz eterno espatifado.
Ora, ora,
Quebra o vidro o punho cerrado
pela dança que te há negado
ela! tez de nuanças douradas
(a lua 'inda se diz roubada)
Sangram em jorro teus dedos-pregos
rasgados em fio de punhal cego
por teu indigente cérebro afiado
Teus pulsos terão cicatrizes
e nada terá adiantado
teu arroubo _ desatino
Ela passará incólume ao teu destino
tu sofrerás inócuo às suas matizes
enquanto o vidro jaz eterno espatifado.
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