CULPA
( © Patrícia Evans)
.
Entrego a minha espada e a bainha,
que eu não sou digna do milagre.
Não posso deste pedestal reger rainha,
ainda que ser plebéia seja-me acre.
(A dor anda comigo e se quiser eu que a mate!)
Não aceitarei reinado impostor
mesmo que a fantasia me vista.
Não arbitrarei sua pena ou ardor;
que seu deus se apiede e o assista!
Eu vou vestir andrajos que me caibam.
Não sou digna - não sou digna de trono.
E, mesmo que em silente abandono
eu precise tanto destes seus afagos,
não planejarei aceitá-los,
não compre caro esta luta
( triste verdade.... )
_eu não os nego por santidade_
eu os rejeito por culpa.
.
Entrego a minha espada e a bainha,
que eu não sou digna do milagre.
Não posso deste pedestal reger rainha,
ainda que ser plebéia seja-me acre.
(A dor anda comigo e se quiser eu que a mate!)
Não aceitarei reinado impostor
mesmo que a fantasia me vista.
Não arbitrarei sua pena ou ardor;
que seu deus se apiede e o assista!
Eu vou vestir andrajos que me caibam.
Não sou digna - não sou digna de trono.
E, mesmo que em silente abandono
eu precise tanto destes seus afagos,
não planejarei aceitá-los,
não compre caro esta luta
( triste verdade.... )
_eu não os nego por santidade_
eu os rejeito por culpa.
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