(Patrícia Evans)
.
Alguém viu você
quando dobrou a esquina
e sem saber pra onde ia
entrou no carro e seguiu?
.
Alguém viu?
.
Alguém viu você esperando
colocarem gasolina no tanque,
estancar com pano sujo o sangue,
que saía do porta malas?
.
Sangue de grife, de marca?
.
Alguém viu no reflexo torto
do espelho, o seu rosto
pálido _ enquanto os pneus ralos
esmagavam os pardais?
.
Quem mais?
.
Você guiando em última marcha,
sequer apreciando as paragens
e eu voluntariamente amassada
junto à baderna de suas bagagens.
.
Era sangue de grife,
era sangue de marca!
quando dobrou a esquina
e sem saber pra onde ia
entrou no carro e seguiu?
.
Alguém viu?
.
Alguém viu você esperando
colocarem gasolina no tanque,
estancar com pano sujo o sangue,
que saía do porta malas?
.
Sangue de grife, de marca?
.
Alguém viu no reflexo torto
do espelho, o seu rosto
pálido _ enquanto os pneus ralos
esmagavam os pardais?
.
Quem mais?
.
Você guiando em última marcha,
sequer apreciando as paragens
e eu voluntariamente amassada
junto à baderna de suas bagagens.
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Era sangue de grife,
era sangue de marca!
.
Patrícia Evans
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