I KNOW IT'S NOT SO

About Patricia Evans' poetry

"Although I have spent time with Patrícia Evans on three separate occasions, I feel I know Patrícia Evans only through her poetry. She hides nothing, she surrenders everything. It is some of the most powerful poetry I have ever read. And I have read only English translations of her poems, so those who read her in her native Portuguese will experience her even more intimately. They should prepare themselves for imagery, anger, compassion, despair, humor, insight, knowledge of her self and the deepest love for those she loves, especially dad."

Robert E. Sheridan


Mr. Sheridan had been an editor for the New York Times for 32 years. He is also a poet, and a father.


Mr. Sheridan's blog:
http://www.coffeedrome.com/


PATRÍCIA EVANS

Twitter: @TiciaEvans - Email: TiciaEvans@gmail.com

25 de ago. de 2007

DOS SEUS DIAS E NOITES

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DOS SEUS DIAS E NOITES

( © Patrícia Evans)

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Poeteiras quando sonham alto,

punheteiras quando o sonho acaba.

Irritadas, abaladas, feridas e debochadas nos dias.

Solitárias, transcendentes, e esgotadas nas noites.

Poeteiras quando trepam

trepadeiras quando versam.

E entre fodas vazias, punhetas tardias, trepadas afoitas

_de poemas abarrotadas_

engravidam as madrugadas.

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2 comentários:

Renata Fern disse...

Poetizando e punhetando.. hahah...
Show!!! Nem sei mais o que dizer.. são todos maravilhosos! Estou adorando esse estilo despudorado de escrever .. e sem perder a elegância!!!
Beijos,
Rê!

Patrícia Evans disse...

Não pode haver pudor na emoção!
Sabe Adélia Prado? Uma das maiores poetisas brasileiras? Pois bem, essa senhora, nascida em 1935,Minas Gerais, dentre outros belíssimos textos e poemas escreveu:

OBJETO DE AMAR
ADÉLIA PRADO

De tal ordem é e tão precioso
o que devo dizer-lhes
que não posso guardá-lo
sem que me oprima a sensação de um roubo:
cu é lindo!
Fazei o que puderdes com esta dádiva.
Quanto a mim dou graças
pelo que agora sei
e, mais que perdôo, eu amo.

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Entende isso? A senhora Adélia teve uma experiência com sexo anal, gostou e resolveu ser urgente participar ao mundo, que tal modalidade sexual era maravilhosa e assim o fez. Pode imaginar o mesmo poema dizendo "ânus é lindo!" ? Teria o mesmo impacto emocional? Ela NÃO DEU O ÂNUS, ELA DEU O CU! Ela sentiu estar dando o CU!!!!!! Por que Adélia deveria ter pudor de mencionar a palavra "cu", se a mensagem que quer passar é que agora, mais que perdoar a si mesmo ela ama, porque DEU O CU????????!!!!!!!!!

Este é apenas um exemplo do porquê não pode haver pudor na emoção. Se o poeta procurar palavras que não sejam despudoradas, para Descrever uma emoção sem pudor que foi sentida, ele não conseguirá dizer o que de fato experimentou.
Óbvio, que nem todas as emoções são despudoradas e, por isso, tanto eu, quanto Adélia, Nelson, Drummond, Bocage, Bukowski, etc. etc. temos textos e poemas cheios de pudor. O que estou tentando dizer é que quando a experiência é despudorada, ou o poeta a conta como é de fato ou o eufemismo (a censura) vai impedir a mensagem. Se não há nada de verdadeiro para dizer, que o poeta não o diga.